De acordo com a tradição, o povo chinês originou-se no vale do Huang He ou rio Amarelo. As provas arqueológicas são escassas, embora tivessem sido encontrados, perto de Pequim, restos do Homo erectus, que datam de 460mil anos, e que receberam o nome de Sinanthropus pekinensis. Há provas fidedignas da existência de duas culturas com cerâmica, a cultura de Yangshao (3950?-1700 a.C.) e a cultura de Long-Shan (2000?-1850 a.C.).

A dinastia Chang (1766-1027 a.C.) governou no centro e no norte da atual China.
A economia era baseada na agricultura; praticavam a metalurgia e o artesanato. A sociedade era aristocrática; à frente, sobressaía o rei, que liderava uma nobreza militar. Adoravam seus antepassados e uma profusão de deuses. O último monarca Chang foi expulso por um dirigente Chou, de um estado no vale do rio Wei.
Durante a dinastia Chou (1122-256 a.C.), a civilização chinesa foi-se estendendo gradualmente em direção ao norte. A grande expansão do território tornou impossível o controle direto e a responsabilidade foi delegada a senhores feudais, cada um deles encarregado de governar uma cidade murada e seu entorno. Com o tempo, esses estados dependentes foram-se tornando cada vez mais autônomos.
Alguns deles se rebelaram e junto com invasores nômades do norte expulsaram os soberanos de sua capital. Posteriormente, os Chou fundaram nova capital, em direção ao leste, em Luoyang. Do século VIII ao III a.C., ocorreram um rápido crescimento econômico e uma profunda mudança social, num contexto de instabilidade política extrema e um estado de guerra quase incessante.
Os estados situados nas fronteiras exteriores da área cultural chinesa expandiram-se à custa de seus vizinhos não chineses, menos avançados. Durante os séculos VII e VI a.C., houve breves períodos de estabilidade, decorrentes da organização de alianças entre os poderosos estados periféricos, sob a hegemonia do membro mais forte. No entanto, por volta do século V a.C., o sistema de alianças era insustentável e a China dos Chou caminhou para o chamado período dos Reinos Combatentes (481-221 a.C.), caracterizado pela anarquia.
A resposta intelectual à extrema instabilidade e insegurança política produziu as fórmulas filosóficas que moldaram o crescimento do Estado e da civilização chineses durante os dois milênios seguintes. O mais antigo e mais influente filósofo do período foi Kongfuci, Confúcio. As doutrinas do taoísmo, a segunda grande escola filosófica existente nesse período, são atribuídas à figura semi-histórica de Lao-Tse e aos trabalhos de Tchuang-Tse.
Durante o século IV a.C., o reino de Qin, um dos estados periféricos emergentes do noroeste, dedicou-se a um programa de reformas. Ao mesmo tempo, o poder dos Chou entrou em colapso em 256 a.C.
O rei de Qin se auto proclamou primeiro imperador da dinastia Qin (221-206 a.C.). O nome China deriva dessa dinastia. O imperador unificou os estados feudais em um império administrativamente centralizado e culturalmente unificado. Aboliram-se as aristocracias hereditárias e seus territórios foram divididos em províncias governadas por burocratas nomeados pelo imperador. A capital de Qin transformou-se na primeira sede da China imperial.
O peso crescente dos impostos, o serviço militar e os trabalhos forçados criaram profundo ressentimento contra a dinastia Qin entre as classes populares, enquanto as classes intelectuais estavam ofendidas pela política governamental de controle do pensamento. Após uma luta pelo poder que mutilou a administração central, o povo levantou-se em rebelião.
Liu Bang (ver Li Yuan) autoproclamou-se imperador em 206 a.C. A dinastia Han (206 a.C.-9 d.C.), fundada por ele, seria a mais duradoura da era imperial. Os Han estabeleceram seu governo sobre a base unificada dos Qin, modificando a política que havia provocado sua derrocada. Uma das contribuições mais importantes desta dinastia foi o estabelecimento do confucionismo como ideologia oficial.
As políticas expansionistas consumiram os excedentes econômicos e os impostos foram aumentados, reaparecendo os monopólios estatais. As dissensões e a incompetência debilitaram o governo imperial. As sublevações no campo refletiram o descontentamento popular.
Entre 168 e 170, surgiu o conflito entre os eunucos e os burocratas e aconteceram duas grandes rebeliões, lideradas por grupos taoístas, em 184 e 215. A dinastia Han começou a se dividir quando as grandes famílias latifundiárias criaram seus próprios exércitos privados. Em 220, Cao Pei fundou a dinastia e reino Wei (220-265), nas províncias do norte. A dinastia Shu Han (221-263) firmou-se no sudoeste e a dinastia Wu (222-280) no sudeste. Os três reinos sustentaram incessantes guerras entre si. Em 265, Sima Yang usurpou o trono e estabeleceu a dinastia dos Ts'ins (265-317) no norte. Em torno de 280, havia reunificado o norte e o sul sob seu mandato. No entanto, pouco depois da morte de Sima, em 290, o Império começou a ruir.
As tribos não chinesas do norte aproveitaram a debilidade do governo para estender-se pelo norte. As invasões começaram em 304 e, até mais ou menos 317, os hiung-nus (provavelmente os mesmos hunoshaviam arrebatado à dinastia dos Ts'ins o norte da China. Durante quase três séculos este território foi governado por várias dinastias não chinesas, enquanto no sul o mesmo era feito por uma sucessão de quatro dinastias chinesas
A China foi reunificada sob a dinastia Suei (581-618), que restabeleceu o sistema administrativo centralizado. Embora o confucionismo tivesse sido instaurado oficialmente, também o taoísmo e o budismo foram admitidos na nova ideologia imperial, ao mesmo tempo em que floresceu o budismo. A dinastia Suei caiu em 617, diante de uma revolta liderada por Li Yuan.

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